3:15 da manhã de sábado...
A dor é insuportável...
Parece que vou morrer antes de escrever a próxima linha.
- respiro –
E sinto vergonha de mim,
Só de pensar que Deus me fez parecido com Ele...
À Sua semelhança.
Sem lágrimas para derramar eu escrevo.
Queria ser outra pessoa agora...
Qualquer uma...
Não eu!
Sinto-me podre...
A esperança – este último fôlego que resta – ameaça me abandonar.
3:18...Eu escrevo.
Espero me encontrar nas próximas linhas...
Sequer reconheço a minha letra...
E o cansaço toma conta da minha vida.
Nada sou!
Faz-me chorar!
Faz-me chorar...
Faz-me chorar!
- não choro -
Meu Deus...
Deus dos meus pais...
Não me retires de Sua presença.
Agracia-me com teu perdão...
Faz me chorar!
Tento escrever de olhos fechados...
- este cansaço me consome –
Como me sentirei ao acordar?
Irei eu acordar?
Pesadelo lúcido!
Senso de embriaguez...
Pensamento confuso!
Senso de fraqueza...
Poderá alguém sondar ou perceber estas linhas?
Nada me faltará?
Tal como ovelha moribunda,
Espero o Teu socorro.
Porquanto desfaleço.
E só minha alma que fala.
Minha boca permanece calada.
...
Onde ela estiver,
E onde “ela” estiver...
Cuida Papai!
Manifesta a Sua verdade!
3:29...Meu fracasso me consome.
Nada sou...
Nada sou!
Não me retires da Sua presença,
Mas traga Teu espírito a mim.
3:48...Vou fechar os meus olhos...
Permita-me voltar a abri-los pela manhã.
Perdoa-me Oh Deus!
Sonda o meu coração...
Não me retires de Sua presença,
Mas traga Teu Santo Espírito a mim.
- Eu? - 19/06/04