Cai a noite e surge a sonata...
Nota a nota em compassos lentos
Envolvo-me e degusto a harmonia
O doce som que você me faz ouvir
O universo cede ao seu encanto
E despeja o sereno ao luar
Traz-te o frio, te oferece um eclipse,
E cortejando te aquenta com um abraço
Depois vem o silêncio – ah! O silêncio...
Uma pausa longa, um intervalo.
No leito aconchego-me e sonhando te busco
Até o amanhecer
Eis que surge a linda aurora...
E pássaro a pássaro abrolha um coral
Desperto e contemplo um céu sem nuvens
A nova manhã que você me deu
A alva se estende e se mostra
E se renova a esperança de um dia tranqüilo
Arrumo-me e volto ao garimpo
Mas teu toque e teu verso são melhores que o ouro
Num instante a manhã se vai...
Ao que tento mantê-la escrevendo estas linhas
Já são “dez pras duas” – tenho que voltar o mundo real -
Mas esperançoso eu peço “BIS”
(E. Sudré # 28/10/2004)